O Aumento

A última produção da Arteviva está em cena até meados de Dezembro lá para os lados do Barreiro.

O Aumento, ou como quaisquer que sejam as condições sanitárias, psicológicas, climáticas, económicas ou outras, deve ter o máximo de sorte do seu lado, quando pedir ao seu chefe um reajustamento do seu salário.

É a partir desta frase que o espectáculo “O Aumento”, de Georges Perec, se desenvolve. A peça é levada a cena pela companhia ARTEVIVA – Companhia de Teatro do Barreiro – a partir do dia 29 de Outubro, no Teatro Municipal do Barreiro, às 22h00, e até meados de Dezembro, com encenação de Rui Quintas, cenários a cargo de Sara Franqueira e figurinos com a assinatura de Lia Tonicha Calapez.

Na realidade esta frase foi escrita por Georges Perec apenas como apresentação do texto mas no espectáculo da Companhia de Teatro do Barreiro é ela que marca o arranque de uma história simples (quase uma não história), que descreve na perfeição as vicissitudes de todo e qualquer pedido de aumento numa qualquer empresa. A repetição é uma constante, sempre com as devidas variações, e a comicidade nasce de momentos tão absurdos quanto reais, mascarados no espectáculo de situações do dia a dia, já que numa tal forma cabe qualquer conteúdo.

Tendo em conta os tempos que atravessamos, pedir um aumento ao patrão torna-se um verdadeiro acto de coragem e conduzem qualquer empregado a inúmeras reuniões e adversidades em tudo semelhantes às descritas pelo autor da peça.

No espectáculo temos seis personagens: a Proposta, a Alternativa, a Hipótese Positiva, a Hipótese Negativa, a Escolha e a Conclusão que nos dão conta das inúmeras possibilidades e impossibilidades que acabam por acontecer a todo e qualquer empregado que depois de reflectir, resolve pedir um aumento.

O espectáculo ficará em cena, no Teatro Municipal do Barreiro, até meados do mês de Dezembro, com espectáculos às sextas e sábados às 22h00.



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