oLUDO | ENTREVISTA

oLUDO | ENTREVISTA

oLUDO acabou de lançar o novo álbum, “Abraço” e a Rua de Baixo aproveitou a ocasião para conversar um bocado.

Antes de falarmos do álbum em si, queria perguntar-vos como nasceu a banda e como se mantêm juntos desde 2005.

A banda nasceu da vontade simples de fazer música. Não foram discutidos gostos, caminhos ou mesmo estilo. Até podiamos ter sido uma banda de baile… Não nos agarramos a nada a não ser a vontade e íamos vendo o que saía.

Cada um com as suas influências fomos compondo as músicas.

Mantemo-nos juntos pelo gosto de fazer música, somos amigos há muito tempo e isso ajuda a conseguir ultrapassar muita coisa. Mas não pensamos muito nisso. As coisas têm de fluir naturalmente.

Como aconteceu a integração do baterista Luís Leal? Foi uma necessidade que procuraram colmatar?

Nós conhecemos o Luís desde crianças, já tivemos outras bandas com ele. Na altura que o Filipe saiu, ele estava disponível. Como amigo e já seguidor da banda entrou. É um prazer enorme tocar e compor com ele. É multifacetado, toca vários instrumentos e veio ajudar muito a concepção do disco novo, bem como a procura de novas sonoridades.

Não podemos deixar de dizer que colmatou uma necessidade, mas não no sentido parasitário, foi mais uma simbiose.

E relativamente à Teresa Aleixo, pode-se dizer que já faz parte da banda?

A Teresa fez parte do processo de gravação do disco. Quisemos dar uma linha orientadora diferente em algumas canções. Ela acabou por ser a chave para isso. É super talentosa e muito profissional. Tem um projecto em nome próprio a ser gravado neste momento, que esperamos ansiosamente que chegue onde merece.

Depois do lançamento do “Almirante” em 2011, que caminho pretendiam percorrer até chegar ao “Abraço”? Como foi o processo de construção deste novo álbum e que dificuldades encontraram para atingir o resultado final?

Os processos de gravacão, pré produção e composição são sempre “dolorosos”. Tinhamos já muitos temas na gaveta e decidimos ir buscá-los e trabalhar neles sem stress. Tinhamos um elemento novo e queriamos que a adaptação do conjunto fosse simples. Começámos por tocar canções dos outros discos para nos irmos descobrindo e depois começamos com a luta do abraço.

O processo em si não foi simples, tivemos de trabalhar muito à distância, coisa que não estavamos habituados. Mas isso também acabou por nos dar liberdade para pensar noutras sonoridades e noutras influências que acabaram por ser importantes para o disco.

Não tinhamos nada definido por assim dizer, sempre deixámos que tudo fosse acontecendo naturalmente. Quando viamos que estavamos a forçar, paravamos e acabavamos por deitar um pouco de conversa “fora” para desanuviar.

Quem é a Ana que gosta de bebidas agridoces?

A Ana é a mulher do Davide. O “Tango para a Ana” foi escrita pelo João quando o Davide foi uma temporada para o Brasil. Quanto ás bebidas agridoces… Pode dizer-se que não gosta, se interpretarmos o agridoce como uma metáfora para a canção. É sempre díficil estar longe, as relações à distância têm sempre este travo amargo. Mas o que sentimos quando estamos perto é a melhor coisa do mundo.

Como chegaram ao álbum “Os Amigos do Gaspar”?

A TSF pediu-nos para fazer uma versão de uma música para um especial dos 30 anos. Acabámos por fazer esta, foi uma escolha consensual, somos seguidores do trabalho do Sérgio, adoravamos ver na televisão o programa e achamos que esta música se encaixasse bem.

“Abraço” deixa-nos já cheirar o ambiente da Primavera e do Verão. Já têm concertos marcados para a sua apresentação?

Dia 8 de Abril vamos arrancar no Auditório Municipal de Olhão, depois seguem-se as FNAC e estamos a marcar mais algumas coisas mas ainda não podemos confirmar.



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This