Rodrigo Amarante @ ZDB (10.10.2014)

Rodrigo Amarante @ ZDB (10.10.2014)

O tempo passou depressa demais

Com o passar do tempo, o presente texto deixou de ter a sua finalidade – ser uma reportagem ao concerto – para ser uma reflexão do que foi a noite do dia 10 de Outubro. ​Sim, estamos em Novembro, sabemos, mas nunca é demais recordar as datas que nos foram especiais.

Rodrigo Amarante é o nome do ano. Esteve em Portugal mais do que uma vez, e em todas elas espalhou encanto. Desta vez a sua actuação foi particular – surgiu em palco apenas acompanhado do seu violão cuja ideia surgiu da cantora Angel Olsen que o convidou para a acompanhar na sua digressão, como o próprio explicou aos presentes.

O pátio central da Trienal de Arquitectura de Lisboa (o antigo Palácio Sinel de Cordes) tornou-se, assim, um local mágico sob um céu estrelado e de plateia mais do que conquistada. «Nada Em Vão», «I’m Ready«, «Mon Nom» e a magnífica «Irene» foram reproduzidas de forma límpida, simples e encantadora, tal como são interpretadas em “Cavalo”, o seu primeiro disco em nome próprio.

Rodrigo faz uma pausa para cumprimentar a plateia, fazendo anunciar o seu concerto no dia seguinte, que teve lugar na Casa da Música no Porto e ainda nomeou alguns nomes de alguns amigos que o têm acompanhado e apoiado nesta digressão. A continuar, surge uma nova música intitulada «Wood & Graphite» e, de seguida, o repertório conhecido com «O Cometa», a qual dedicou ao poeta brasileiro Ericson Pires, «Um Milhão», que pertence ainda ao passado Los Hermanos, «Idle Eves» e «Tardei» onde Rodrigo Amarante agradece a André Tentugal pela produção do vídeo que acompanha a canção e cuja rodagem teve lugar na Serra do Marão.

Rodrigo Amarante encontrava-se de coração cheio, dizendo que era fantástico estar num local onde conseguia ver que as pessoas compreendiam aquilo que cantava, na sua língua materna, e que isso até o fazia estar mais concentrado e a compreender-se ainda mais. Ao dizer isto, sorria, com toda a doçura e bondade, e agradecia a “todos os que vieram e estão bonitos de mais. Sou o homem mais rico do mundo”.

«Unfucktheworld» da cantora norte americana Angel Olsen, também se fez ouvir, mas em voz masculina. Continuou a interpretação com uma nova canção em castelhano, seguindo-se «Pode Ser» do tempo do outros sambas da sua Orquestra Imperial, «Hourglass» e, para finalizar, «The Ribbon». Aplausos, aplausos, e mais aplausos, Rodrigo Amarante voltou a subir ao palco para um mini-encore para encantar com «Maná» e «Evaporar», concluindo dessa forma a sua magnifica performance. “Parece que só estou aqui há cinco minutos”, disse o cantor, e de facto, parecia que sim – o tempo passou depressa demais.

Saravá ao Rodrigo, pela bela noite que nos proporcionou.
Saravá à ZDB pelo seu aniversário e que continue sempre jovial e atraente.
Saravá a todos aqueles que encheram o espaço e que, igualmente, se emocionaram.



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