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Russian Circles

De Chicago com amor.

Como muitos outros géneros musicais, o post-rock tem milhentas variações (estou a exagerar mas certamente compreendem a ideia). Cada vez gosto menos de rotular bandas quanto ao género musical. Aliás, cada vez sinto mais dificuldade em fazê-lo. Actualmente penso que funciona mais como um factor limitador do que como algo que permita identificar ou distinguir uma banda. Em muitos casos, ao rotular uma banda, estamos ainda que inadvertidamente, a limitar o que ela é, a sua identidade, a sua música. Não só a presente como a futura. Para os que gostam de rótulos, e que não podem viver sem eles, os Russian Circles andam naquele espectro do post-rock mais progressivo e com um vincado piscar de olhos ao heavy rock, estão a ver, não estão?

A história dos Russian Circles começa em Chicago, estado de Illinois. Corria o final do ano de 2004 quando o guitarrista Mike Sullivan e o baixista Colin DeKuiper decidiram formar a sua própria banda. Anteriormente, ambos tinham integrado os Dakota/Dakota. Mas qualquer banda de post-rock que se preze tem de ter um baterista. E não demorou muito para que recrutassem Dave Turncrantz para o lugar. A primeira formação dos Russian Circles estava encontrada.

O primeiro lançamento da banda aconteceu em 2006. “Pelican” foi o nome escolhido para o primeiro cartão de visita dos Russian Circles. Um álbum que evidencia já, de uma forma bem clara, a dinâmica entre guitarra, baixo e bateria, imagem de marca dos Russian Circles. A guitarra cavalga por cada tema com uma força que impressiona. Já a bateria, debita batidas de uma forma compulsiva mas nem por isso menos precisa. Finalmente o baixo, com um som forte e pesado. Ninguém fica indiferente. Retirem um destes elementos e a música dos Russian Circles deixa de fazer sentido, perde a sua identidade.

2007 trouxe alterações na formação do trio de Chicago. O baixista Colin DeKuiper dá o lugar a Brian Cook, que também integrava (e continua a integrar) os These Arms Are Snakes e os Botch; ambas as bandas estão sediadas na cidade do grunge, Seattle. Desde então, não mais a formação dos Russian Circles sofreu qualquer alteração.

“Station”, lançado em Maio 2008, chamou, de forma quase natural, uma maior atenção sobre a banda. Com uma sonoridade diferente, mais próxima de terrenos dados ao post-rock, em “Station” salta à vista a introdução de texturas, como camadas, permitindo que os temas evoluam de uma forma aparentemente mais suave mas não menos densa e onde Harper Lewis actua como uma ponte com o anterior registo.

Os lançamentos não se ficaram por aqui em 2008. Em Junho, deu-se o lançamento do split single, «Russian Circles / These Arms Are Snakes», em colaboração com (sim adivinharam!) os These Arms Are Snakes, a banda do baixista Brian Cook.

O último álbum foi lançado em Outubro do ano passado. “Geneva”, é a progressão natural face ao registo anterior e, de acordo com palavras da própria banda, um álbum em que estiveram “menos preocupados em assegurar que conseguiam replicar o material gravado ao vivo”. Os Russian Circles são conhecidos por replicar muito do seu material ao vivo, com recurso a pedais de efeitos e a pedais de loops. Estaremos perante um mudança dos Russian Circles no que diz respeito à componente ao vivo?

É já no dia 5 de Março que os Russian Circles iniciam a etapa europeia (na Alemanha) da sua tour de promoção a “Geneva”. A passagem pelo nosso país está marcada para os dia 14 e 16 deste mês, em Lisboa (MusicBox) e Porto (Plano B), respectivamente, e acreditem quando lhes digo que não faltará público para os receber e ver e ouvir como soarão os temas de “Geneva” ao vivo.



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