The Dodos @ Musicbox (23/05/2015)

The Dodos @ Musicbox (23-04-2015)

Foi você que pediu um shot de Dodos?

Oito meses depois de pisarem o palco secundário de Paredes de Coura, os Dodos aterraram novamente em solo português. Enquanto foram e vieram, acrescentaram um novo disco à sua bagagem.

Foi precisamente para celebrar “Individ”, o sexto trabalho de estúdio, que o duo californiano desembarcou no Musicbox, uma paragem que já lhes é conhecida.
Desde o primeiro segundo que a bateria de Logan Kroeber e a(s) guitarra(s) de Meric Long debitaram um som sólido e complexo, que quase nos faz esquecer que estão apenas dois músicos em palco.

Seja acústica ou eléctrica, a guitarra segue sempre por caminhos pouco prováveis, com a ajuda do sequenciador, que permite adensar a teia, com múltiplas camadas de acordes. Para condizer, a bateria demonstra poderio, gizando também ritmos sempre criativos, focando inteligentemente grande parte da percussão nos timbalões, facto que preenche ainda mais o som que chegou à jovem plateia.

A bitola dos Dodos estende-se a todo o concerto, quer em momentos ligeiramente mais delicodoces, ou em dignas paisagens mais sónicas, que bastas vezes injectam nas suas canções. Pode dizer-se que a banda está completamente adaptada ao formato duo em palco, após o trágico desaparecimento do guitarrista que acompanhava este núcleo duro nas digressões, em 2012.

O concerto abriu à luz do novo álbum, com os acordes de «Goodbyes and Endings», e prosseguiu sempre a bom ritmo, de forma bastante condensada, o que manteve o pezinho do público sempre a bater ao longo da hora que durou a actuação. Público esse que demonstrou também a sua dedicação ao já reconhecer o primeiro single de “Individ”, «Competition», mal os Dodos arrancaram com tal interpretação.

Como recompensa, o encore foi preenchido com um par de canções que atenderam aos pedidos mais expressos pelos presentes, com «Winter» e «Fools» a serem os temas vitoriosos.

No pós-concerto, Logan e Meric terminaram a noite prolongando o contacto com os fãs, tomando eles próprios conta do balcão de merchandising improvisado à saída da acolhedora sala do Cais do Sodré.

Fotografia por José Eduardo Real



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