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The War on Drugs @ Musicbox | 31 de Maio de 2012

Esqueçam Kurt Vile!

Praticamente cheio, o Musicbox que recebeu os The War on Drugs, a banda que é mais conhecida por ter sido a primeira casa de Kurt Vile do que por ser a actual de Adam Granduciel. A Kurt Vile corre-lhe bem a vida; caiu nas boas graças da crítica e é fenómeno de culto indie desde que editou o último “Smoke Ring for My Halo”, no ano passado – não houve lista de balanço anual que não o mencionasse. Os The War on Drugs também não se podem queixar – “Slave Ambient”, o último de originais, também foi aplaudido de pé; a banda atravessa o seu melhor momento. Passagem por Portugal no tempo certo, portanto. Os The War on Drugs querem que esqueçamos Kurt Vile e fazem por isso. Vamos fazê-lo – nem que seja apenas por um parágrafo. Ora sigam.

Início de concerto soturno. Os The War on Drugs entram de mansinho, preparando os nossos ouvidos para aquilo que se seguiria – nesta altura, somos obrigados a mudar de local, um grupo de jovens festivaleiros preferiam comentar o concerto de Bruce Springsteen (nada contra, grande senhor, estamos lá!) em vez de gozar este belo presente oferecido pelos The War on Drugs, eles que nos maltratam os ouvidos com carradas de distorção, shoegaze, guitarras ácidas. Os The War on Drugs, eles que nos tratam bem com essa folk via Bob Dylan e a Freak, livre de limites via Devendra Banhart. As canções, longas, permitem que cada instrumento respire livremente. Um trompete aqui, uma harmónica acolá, uma guitarra acústica que entre na vez dos teclados que são controlados por um tipo de ar Nerd, um sósia de Jarvis Cocker.

Quando há coisa de três anos vimos Kurt Vile a solo no Frágil estaríamos longe de imaginar o burburinho que viria a gerar. Hoje, vemos os The War on Drugs quase a encher uma sala bem maior. Não, os The War on Drugs não apanharam uma saudável boleia, os The War on Drugs valem por si só.



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