World of Bambaataa

A festa da música.

Foi feita história! Todos os presentes na discoteca Lux na noite de quinta-feira puderam usufruir da presença de um dos maiores ícones da música “festiva” de todos os tempos: Afrika Bambaataa. O artista norte-americano apresentou-se pela primeira vez em Portugal e trouxe a mala de discos cheia de clássicos de praticamente todos os géneros da música de dança. Resultado: Festa !!

Foram muitos aqueles que não quiseram perder um dos mais emblemáticos representantes da música mundial, que serviu de referência não só para muitos artistas, como também na criação de géneros e vertentes. Bastava olhar para a cara das pessoas para perceber o ambiente de festa que estava instaurado no piso inferior do Lux.

Esta verdadeira celebração da música teve um pouco de tudo. A viagem passou por diferentes estações e por diferentes países. Funk, Disco-Sound, Dancehall, Hip-Hop, Electro, são apenas alguns dos géneros que estiveram representados. Quem caísse de paraquedas na discoteca lisboeta podia pensar que estávamos numa festa do início dos anos 80, em que não faltaram as verdadeiras battles de Breakdance.

Um dos aspectos mais extraordinários da actuação de Afrika Bambaataa foi a tremenda fluidez com que alterava de faixa e muitas vezes de género (um pouco à semelhança dos 2 many djs mas com coerência). Pelo gira-discos de Bambaataa passou Prince, AC/DC (numa versão incrível de “Shook Me All Night Long”), Aretha Franklin e até mesmo Bon Jovi com uma versão a capella de “You Give Love A Bad Name”. Imaginem o piso de baixo do Lux, às 3 da manhã, completamente cheio e a cantar: “R-E-S-P-E-C-T, find out what it means to me”. Até parece mentira, mas felizmente foi verdade.

Apesar de toda a festa e alegria, o set ficou um pouco áquem de algumas expectativas. A vertente mais electro e possivelmente mais pesada ficou um pouco esquecida e o festão que alguns estavam à espera transformou-se num bom warm-up para o resto da noite. Mesmo assim, o set cumpriu tudo aquilo a que se propunha: revivalismo, boa música e muita diversão e dança. Ninguém saiu de lá triste, essa é uma certeza.

Mas a noite não ficou por aqui. No piso de cima do Lux, Nuno Rosa aka Pink Boy rendeu o companheiro Dezperado Tiago Miranda, e o electro pôde finalmente fazer-se ouvir, satisfazendo o fiel público do espaço lisboeta.



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