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Ace Ventura @ Op Art

A meio gás.

Aquele a quem chamam O Rei do progressivo visitou mais uma vez a cidade de Lisboa pela mão da Crystal Matrix, no passado dia 9 de Dezembro. Precursor do trance, disciplina da electrónica muito forte em Israel, desde 2006 que tem garantido o seu lugar em eventos pelo mundo fora, e há muito que já conquistou o epíteto real da disciplina.

Numa noite em que a cidade foi obrigada a acolher um muito londrino nevoeiro, a par duma temperatura nada convidativa, faltou apenas um punhado de pessoas para completar a meia dúzia de centenas que acorreram ao Op Art para receber o afamado israelita. A promessa duma tenda aquecida, que não era tenda mas sim uma verdadeira reminiscência do trance, ou seja, lycras coloridas com um padrão de… furos, trouxe um relativo conforto à pista, sobretudo antes das quatro da manhã, altura que o local ficou bem composto.

Yoni Oshrat, que é como quem diz Ace Ventura, se bem que o artista tenha ainda um outro projecto a solo que dá pelo nome de Schatsi, onde se aventura (o trocadilho mais fácil da história) por campos da electrónica com menos bpms, chegou, viu e cumpriu. Nas duas horas em que tocou, nunca espantou mas com certeza que não desiludiu os seus fãs, já que lhes ofereceu um set com duas horas daquilo que pediam; progressivo e mais progressivo. Qualquer tentativa ou, em boa verdade, semi-tentativa de enveredar por um registo de festa, seria imediatamente rejeitado pela audiência. Não foi isso que os levou ao Op Art, estavam ali para ouvir aquilo que o artista melhor sabe fazer.

Na pista notavam-se claramente duas gerações. Os mais novos, para quem isto é a melhor versão possível no momento de uma verdadeira festa de trance no mato, e os outros, bastante menos, que vieram à procura da reminiscência “do seu tempo” das festas. Estes já não ficaram para ouvir (e ver) o artista seguinte, que na realidade nada veio acrescentar. Em boa verdade, a festa acabou aqui.



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