“Como viver (ou não) em 777 frases de Fernando Pessoa”

“Como viver (ou não) em 777 frases de Fernando Pessoa”

Para guardar dentro da caixa de jóias e dos objetos mais valiosos

Risco de conter «jóias em demasia». Ora aí está uma frase que, dita a Marilyn Monroe, seria devolvida muito provavelmente com um riso escarninho, acompanhado com uma versão desempoeirada e muito travessa de “Diamonds are a girl`s best friend”.

A frase, escrita por Richard Zenith em jeito de prefácio, refere-se ao livro “Como viver (ou não) em 777 frases de Fernando Pessoa” (Quetzal, 2014), que apresenta 777 frases retiradas do universo Pessoano que, ao contrários dos livros de auto-ajuda, poderão igualmente servir para adensar a tristeza ou a melancolia em que cada um esteja imerso, indo ao encontro da estratégia Pessoana de «lidar com o misterioso e nem sempre cómodo facto de existirmos».

Richard Zenith, responsável pela organização desta antologia frásica, diz ter procurado incluir as várias facetas de Pessoa: «o civilizador, o sábio, o pedagogo, o conselheiro, o generoso exemplo para o resto da Humanidade». Para cada frase identifica-se o seu autor, seja ele o próprio Pessoa, algum dos seus heterónimos ou personagens de contos escritos por ele.

Desta oposição entre ser e não ser, entre viver ou não viver, espera-se que o autor retire o estímulo e a inspiração para se lançar de cabeça na obra Pessoana, sem dúvida o maior legado literário que nos foi entregue. Para guardar perto da caixa de jóias e dos objectos mais valiosos.



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