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Drahla + Acid Acid @ Musicbox (10.09.2019)

Tendo sido o seu primeiro longa-duração «Useless Coordinates» a propulsionar este tour de três datas em Portugal, o trio de Leeds não deixou de revisitar os anteriores registos da sua jovem discografia

Tiago Castro, o maestro por detrás do nome Acid Acid, foi o escolhido para abrir os concertos agendados para os Drahla em Portugal. Com a guitarra eléctrico em punho, e rodeado duma parafernália de teclados e sintetizadores, o também radialista (actualmente aos microfones da SBSR FM) foi desenrolando o seu imaginário musical, ora mais psicadélico, ora mais espacial, ora assumindo o matrimónio entre ambas as barricadas.

O portefólio de Acid Acid provou ser uma escolha acertada para início de serão, dada a sua veia alienante e encantatória, que inicia os espíritos presentes em mais um rito musical das suas vidas. Ficamos com a mente devidamente aberta para o que quer que ocorra doravante.

Quando os Drahla entram em palco, ainda que sem a presença do saxofonista que os acompanha muitas vezes, cedo se percebe que a energia do trio britânico é deveras superior àquela que os registos de estúdio já exibem. A pujante crueza das cordas da guitarra de Luciel Brown é reforçada pelas distorcidas linhas de baixo costuradas por Rob Riggs, que joga com um naipe de efeitos para adensar a narrativa das composições. E, falando separadamente dos elementos que constituem os Drahla, talvez o maior destaque mereça ser entregue a Mike Ainsley, que se mostrou como uma autêntica máquina rítmica, tendo inclusivamente a criatividade de providenciar um leque variado de cadências, num traço que nem sempre é testemunhado em projectos da área post-punk, e que por vezes acaba por tornar tudo meio cansativo.

Tendo sido o seu primeiro longa-duração «Useless Coordinates» a propulsionar este tour de três datas em Portugal, o trio de Leeds não deixou de revisitar os anteriores registos da sua jovem discografia, para gáudio dos seguidores mais acérrimos. Não sendo de muitas palavras, os Drahla aproveitaram o tempo em palco para exibir a sua força e a determinação que colocavam nas palavras que entoam nas suas canções, com as melodias a brilharem de forma mais notória sempre que o baixista Rob assina coros.

 



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