Grandes Vidas Portuguesas

Grandes Vidas Portuguesas

Não há que ter medo de chamar os heróis pelos nomes

«E como falar de ti | A quem só agora começa a ouvir | Falar de tudo, nesta terra | Que teima em esquecer-se | Dos seus maiores, dos que tiveram sempre | O brilho das estrelas no fundo do olhar?»

O fragmento com que se iniciou este texto ilustra, na perfeição, o sentimento com que normalmente se tratam os heróis neste país à beira-mar plantado: como se o génio fosse semente que a terra a nossos pés tratasse com o desprezo dado às ervas daninhas, impossíveis de florir.

Grandes Vidas Portuguesas, colecção lançada em parceria pela Pato Lógico e pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, mostra sem medo aos mais jovens que o seu país é também feito de gente que viveu uma vida maior do que a curta e quase sempre efémera existência terrena.

Com textos da autoria de José Jorge Letria, os primeiros quatro livros são dedicados a Almada Negreiros, Aníbal Milhais, Fernando Pessoa e Salgueiro Maia, respectivamente ilustrados por Tiago Albuquerque, Nuno Saraiva, João Fazenda e António Jorge Gonçalves.

Grandes Vidas Portuguesas

Os mais jovens poderão conhecer, em verso ou em prosa, quatro vidas atravessadas pelo génio, ainda que a sua recompensa terrena não tenha, em quase todas elas, sido grande coisa: Fernando Pessoa, o homem-labirinto, um menino que era vários meninos; Almada Negreiros, nascido grande numa ilha pequena, para quem a modernidade era sinónimo de provocação; Aníbal Milhais, pobre de tamanho e gigante na coragem; Salgueiro Maia, o herói de Abril, que carregou o berço da democracia.

Para o Natal estão previstos mais quatro títulos, escritos por autores como Carla Maia de Almeida ou José Fanha. Uma colecção que não tem medo de chamar os heróis pelos nomes, recomendada para miúdos e graúdos.



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