Turbonegro

A banda norueguesa de regresso a Portugal.

Os Turbonegro são o caso mais peculiar do assalto nórdico que se verificou no panorama musical internacional nos últimos anos. Por entre o metal negro e doentio de gente como Dimmu Borgir ou os Mayhem e o garage-rock explosivo de gente como os The Hives ou os The Flamings Sideburns, chega-nos o glam-punk apocalíptico dos Turbonegro, assente num folclore perdido algures no limbo entre Alice Cooper e os Village People.

Não é piada; o caso é mesmo para levar a sério. Com um sentido de humor muito próprio, de quem desconstrói tabus na música rock, não se deixem enganar pelos trajes de marinheiro ou pelas tatuagens mais efeminizadas – essas mesmas tatuagens são cravadas a fogo, um fogo vindo directamente das profundezas do inferno do rock.

Depois de anos de excesso, em que sobreviveram aos excessos, às reabilitações e aos hospícios (!) – o que lhes valeu o epíteto de “baratas do rock” – os Turbonegro parecem cada vez mais consolidados na linha da frente do hard-rock, constantemente referenciados por gente como os Metallica, Beck ou os Queens Of The Stone Age.

Depois da passagem pelos palcos nacionais na última edição do festival Super Bock Super Rock, a banda norueguesa está de volta a Portugal, com uma data dupla que vai abranger Lisboa e Porto. Na primeira, vão actuar no palco do Paradise Garage, dia 15 deste mês; e no dia seguinte sobem ao palco do Hard Club. Ambos os concertos vão servir, certamente, para apresentar o último álbum, o tão badalado “Party Animals”.

A conceituada publicação NME apelidou-os de “a melhor banda que já pisou a Terra”. Para confirmar com os próprios olhos, já este mês.



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