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O Hobbit – A Desolação de Smaug

Em 3D e Dolby Atmos.

Após no dia anterior ter tomado conhecimento do novo projecto para os Cinemas do Saldanha Residence, que passa agora a ter duas salas possuidoras de elevada qualidade de imagem e som – onde se destaca o poderoso sistema Dolby Atmos – e a preços low cost (4 euros independentemente dos filmes serem em 2D ou 3D), fui assistir na sala Vodafone à ante-estreia a nível mundial deste “Hobbit – A Desolação de Smaug”, o 2º de três filmes dedicados à obra de Tolkien: O Hobbit.

Como referi na análise feita ao filme “Ender´s Game”, existem duas maneiras de ver filmes como estes, que derivam de obras literárias famosas:

Como cinéfilo interessado em assistir a um produto interessante e bem concebido, ou como apreciador do autor e/ou da obra e por isso naturalmente mais criterioso quanto à qualidade da adaptação, além do nível geral do produto final.

Eu faço parte do 2º grupo. Sou admirador da obra literária de Tolkien, George R. R. Martin e outros criadores de obras que envolvem o medievalismo, mundos imaginários de uma riqueza criativa superlativa e histórias épicas.

Lembro-me de ter achado que a complexidade visual e narrativa do “Senhor dos Anéis”, jamais seria adaptável ao cinema…mas Peter Jackson provou-me o contrário, demonstrando um respeito e entendimento da obra dignos de nota.

Foi pois com razoável expectativa que fui ver este segundo filme extraído da obra inicial de Tolkien, trazendo ainda na memória a relativa desilusão do primeiro filme,” O Hobbit: Uma Viagem Inesperada”, que na minha opinião é muito menos interessante que a trilogia do “Senhor dos Anéis”, mas isso também acontece em relação aos livros de onde derivam as películas (já lá iremos).

O filme começa onde o anterior havia terminado, e encontramos Bilbo Baggins (Martin Freeman), Gandalf (Ian McKellen), Thorin (Richard Armitage) e os seus súbditos anões, a caminho do Oriente, tendo como objectivo a Montanha Solitária, reino perdido dos anões de Erebor.

Como é hábito, o caminho é longo e tenebroso, recheado de perigos e sortilégios. Existem novas personagens e alguns reencontros, existem Elfos e Orcs, Necromantes e um Dragão cheio de estilo.

Cenas de acção entusiasmantes, efeitos visuais e sonoros de primeira água (o 3D e o Atmos, ajudam a tornar a experiência mais imersiva) e um final trabalhado para criar suspense em relação ao 3º filme.

No total são 161 minutos bem passados e com melhor qualidade e ritmo que o filme anterior.

No entanto está a milhas do “Senhor dos Anéis”, e passo a explicar porquê…

Ao contrário da obra maior de Tolkien, que foi projectada para caber num só livro, mas se tornou numa trilogia em virtude do imenso “sumo” que Tolkien extraiu das suas células cinzentas, o “Hobbit” é um livro relativamente pequeno, com pouco mais de 300 páginas e que de forma alguma deve ser tratado cinematograficamente como o “Senhor dos Anéis”.

Isso torna-se particularmente notório, quando Jackson inventa personagens que não existem no livro ou estende cenas um pouco para além do razoável.

É verdade também que o detalhe enriquece a experiência, mas surge por vezes a sensação que existe demasiada parra para tão pouca uva.

Por outro lado, para o espectador comum que não conhece em detalhe a obra de Tolkien e que começou por ver a trilogia “do anel”, faltam personagens, faltam actores, falta cumplicidade…

E se este filme é mais feliz que o anterior, isso também passa por reencontrarmos alguns “amigos perdidos” como Legolas (Orlando Bloom) e por sentirmos cada vez mais perto, o lugar onde já fomos felizes.

Como já disse, o filme está longe de ser entediante, possui valores de produção excelentes, óptimos actores e uma voz de Dragão fabulosa, cortesia de Benedict Cumberbatch, mas não deixo de imaginar (e não estou sozinho nesse desejo) como seria um Hobbit em versão compacta, em vez de diluído em 3 filmes enormes…provavelmente um filme de cortar a respiração. A última cena reflecte exactamente aquilo que estou a dizer!

Esperemos pelo terceiro.

Sai com um Satisfaz!

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