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Givers

Acabaram de lançar “In Light”, o primeiro longa-duração da banda, após a estreia com o “Givers EP”, ainda durante 2009. E foi com este pretexto que conversámos um pouco com a banda.

Quando ouvimos falar no Louisiana é normal que, com mais ou menos dificuldade, nos venham à cabeça o jazz ou os blues. É fácil criar uma imagem mental de um grupo, junto ao bayou a improvisar. No fundo são ideias pré-concebidas que temos. Mas torna-se estranho imaginar que, daquele lugar que encerra em si uma aura de algum mistério, possa vir uma banda como os Givers. As nossas mentes têm uma forma peculiar de pensar e associar ideias e conceitos.

Por cá, o primeiro contacto com os Givers ocorreu no Verão passado no Festival Sudoeste, já no último dia de festival. A banda, originária da cidade de Lafayette, deu um concerto no palco mais injustamente desprezado de qualquer festival em Portugal: o Planeta Sudoeste. O concerto, esse, começou com uma assistência tão diminuta que até sinto vergonha de avançar um número mas acabou com uma bela moldura humana e sob uma chuva de aplausos.

Os Givers são Tiffany Lamson (voz, percurssão e teclas), Taylor Guarisco (voz e guitarra), Kirby Campbell (voz e bateria), Josh LeBlanc (baixo e guitarra) e Nick Stepahn (saxofone, flauta e teclas), que acabaram de lançar “In Light”, o primeiro longa-duração da banda, após a estreia com o “Givers EP”, ainda durante 2009. E foi com este pretexto que conversámos um pouco com a banda.

O ponto de partida é um pouco óbvio mas sinceramente não vemos razão para que não tenha de o ser. É que todos os nomes têm uma história e esta é a dos Givers: “Bem, acabámos por fazer aquilo que eu gosto de imaginar que a maioria das bandas faz, que é procurar incansavelmente por um nome de qualquer sítio, seja de livros, dicionários, filmes… Procurámos nas nossas bibliotecas de música e fizemos uma lista de nomes que gostávamos, retirados de canções de algumas das nossas bandas favoritas e Givers acabou por ser aquele que sentimos ser o melhor. É de uma canção dos Lucky Dragons e torna-se cada vez mais nós, à medida que o tempo passa”.

Não é muito usual ouvir ou ler a expressão “a banda de Lafayette”. Já se for “a banda de Brooklyn” ou “a banda de LA”, o caso muda de figura. Por isso, procurámos saber um pouco mais sobre a cena musical local e a resposta estava na ponta da língua: “Lafayette tem um cena musical muito peculiar. Há muito Cajun, Zydeco, Blues… mas também há uma pequena comunidade de músicos e compositores de rock muito unida. Por exemplo, na nossa última tour trouxemos uma das nossas bandas favoritas, os ImagineIAM. É bom fazer parte de uma comunidade de música mais pequena, porque toda a gente apoia toda a gente. A competição que se sente nas grandes cidades não existe por aqui”.

Todas as bandas têm influências na música que compõem. Nos Givers o improviso desempenha um papel importante e ajuda a definir a personalidade da banda. Reza a história que uma vez, ainda antes dos Givers existirem como banda, improvisaram em palco durante mais de duas horas. Procurámos perceber melhor de que forma é que o improviso os influencia: “Começámos a improvisar uns com os outros em palco, o que pode parecer estranho ou pouco usual mas foi realmente a única e primeira forma que arranjámos para tocar todos juntos. Tem tudo a ver com o sentimento, levar as pessoas a relaxar e a libertar-se. É isso que significa para nós. Muitas das canções neste primeiro disco apareceram através da improvisação”. Sobre o álbum podemos afirmar sem qualquer ponta de exagero que é uma lufada de ar fresco e que a cada nova audição se descobre mais qualquer coisa e a banda não podia concordar mais com a afirmação, sem deixar de manter sempre um olhar no futuro, “é isso que imaginámos para o “In Light” e ainda mais para aquilo que está para vir”.

Tem acontecido tudo muito depressa com os Givers, que ao longo dos últimos meses tiveram a oportunidade de partilhar palcos com bandas como os Dirty Projectors e em Portugal. O balanço revelou-se muito positivo, se bem que a velocidade, essa, pode ser relativa, já que varia de acordo com a perspectiva de quem observa ou de quem vivência porque “nós estamos nisto todos os dias e para nós não parece ser tão rápido. Trabalhámos toda a nossa vida para que a música fosse a nossa vida, por isso parece ser simplesmente a velocidade ideal”.

A estreia no nosso país deixou recordações muito positivas nos Givers, que não hesitaram em eleger o cantinho à beira-mar plantado como “um dos nossos sítios favoritos onde estivemos em tournée. As pessoas são calorosas, o tempo é óptimo e a energia é vibrante. Foi onde passámos alguns dos melhores momentos a aproveitar o que de bom nos tem acontecido e que estamos muito gratos. Mal podemos esperar por regressar!”.

A data para o regresso ainda não é conhecida mas, quando acontecer, por cá estaremos para os receber de braços abertos.

 



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