Knock Knock

Knock Knock

Será que todos os homens cedem quando são tentados?

Realizado por Eli Roth, conhecido por filmes como “Hostel” ou “A Cabana do Medo”, “Knock knock” é um remake do filme “Death Game”, de 1977, realizado por Peter Traynor e que, neste nova versão, conta com a participação de Keanu Reeves – uma das razões que poderá levá-lo a ver este filme.

O filme começa com uma história feliz. Evan, um feliz e tranquilo arquitecto, fica sozinho na sua fantástica casa a trabalhar enquanto o resto da família vai passear. Nessa noite, Genesis (Lorenza Izzo) e Bel (Ana de Armas) batem-lhe à porta a pedir ajuda e, na tentativa de ser bom samaritano, Evan ajuda-as. E, de repente, todos são bons amigos e elas estão confortavelmente na sua casa.

Do bater à porta à conversa sobre poligamia vão poucos minutos e quando damos por nós, estão os três na cama. Ele bem tenta dizer não, mas muito, muito mal, e a partir daqui é desejar um boa sorte! ao Evan e esperar por um bom filme. Mas não… este é um daqueles filmes que ficamos entusiasmados para o ver mas que depois de o fazermos, preferimos o trailer.

Toda a sedução do filme é demasiado forçada e nunca percebemos o porquê do homem estar a sofrer nas mãos de Genesis e Bel… Um coisa que me incomodou o filme inteiro: como é que um homem não consegue controlar duas raparigas pequenas?! As cenas onde ele tenta resolver a situação são sempre pautadas por erros demasiado rídiculos – os típicos momentos dos maus filmes onde alguém vai a correr, a ser perseguido numa floresta e, sem ninguém estar à espera, surpresa das surpresas, cai…

A conclusão que tiramos do filme (se conseguimos tirar alguma) é que, mesmo felizes, todos os homens quando são tentados caem em tentação. O guião não nos leva para lado nenhum – afinal, qual a intenção das raparigas?

Resumindo: são 99 (dolorosos) minutos onde assistimos ao desmoronar de um personagem mal contruído, desconfortável e pouco natural, numa história que podia ser muito mais, sem twists e com um elenco com interpretações fracas e exageradas.

Vale pela banda sonora…



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