Miguel Belo aka Mike Stellar

Entrevista com um dos maiores impulsionadores da música electrónica nacional.

Já tocou com nomes conhecidos da cena electrónica internacional e, entre muitos outros projectos, está à frente da Club Journeys e do programa de rádio Jazz Picante na Oxigénio Fm.

Miguel Bello veste várias vezes a pele de dj Mike Stellar e a sua mais recente parceria com Daz I Kue resultou na criação de uma nova label, de seu nome Afro Tuga.

10 perguntas a Miguel Bello depois do 1º Festival Roots & Routes, organizado pela Journeys, ter aterrado em Lisboa.

RDB: Como surgiu a hipótese de realizar o Festival Roots & Routes em Portugal?

Miguel Bello: De uma forma casual. O Roots & Routes holandês (projecto mãe) andava à procura de parceiros para internacionalizar o projecto, calhou virem ter connosco através de conhecimentos comuns.

Quais foram os artistas mais difíceis de trazer?

Não houve nenhum. Todos os artistas embarcaram com alma neste projecto, sempre muito agradados com o ecletismo e qualidade da programação.

E aqueles que ficaram por trazer?

Fizemos o Festival que queríamos, quase de uma forma egoísta, apenas preocupados em partilhar com o público alguma da música que nos excitava no momento. É um conceito para manter, obviamente refinando onde pudermos.

Dos mais variados workshops até aos espectáculos no Music Box, qual é o papel e a ideologia que está por trás do R&R?

Dar oportunidade a novos talentos dentro da cultura urbana, para que tenham espaço e possam evoluir.

Esperas dar continuidade ao projecto Roots & Routes em Portugal nos próximos anos?

Sim. 2007 e 2008 nos mesmos moldes são os próximos passos confirmados.

Fala-nos da Journeys. O que te levou a iniciar esse projecto?

Amor à música.

Juntamente com Daz-I-Kue (Bugz in the Attic) criaram a label Afro Tuga. Como é que isso aconteceu, e porque é que aconteceu?

Aconteceu de forma muito espontânea. Tinha convidado o Daz para vir pôr música comigo ao Estado Líquido. Juntamente com isso, calhou organizar-se uma masterclass no âmbito da Red Bull Music Academy onde o tema eram re-edits. Escolheu-se um tema de Rao Kyao para fazer o re-edit e a partir dos óptimos resultados surgiu a ideia de re-trabalharmos sons da lusofonia. É esse o mote da Afrotuga.

Quais foram, ou são, para ti os pontos mais altos até hoje da tua carreira como DJ?

Gostei muito de actuar no Sudoeste em 2003. Mas em geral gosto dos gigs que faço, sem esquecer as segundas-feiras no Mexe Café, que continuam a ter uma magia inigualável.

E como vês, musicalmente, Portugal nestes primeiros 6 anos do século 21?

Como em tudo, há coisas boas e coisas más, mas não nos podemos queixar do que vai acontecendo por cá. Estamos sempre muito a par de todas as tendências. Só gostava que tivéssemos um público mais culto musicalmente.

E para 2007? Que planos podes desvendar? 

A estratégia mantém-se. Sempre à procura de coisas novas, sem esquecer as raízes. 



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