rdb_NBA2k15_header

NBA 2K15

Terá chegado o momento?

Remonta a 1999 a primeira edição da série NBA 2K e na altura a Visual Concepts concebeu aquele que viria a transformar-se na maior referência dos simuladores de basquetebol para o universo Dreamcast, um produto da japonesa Sega.

Década e meia volvida, eis que surge NBA 2K15, um jogo lançado para as consolas das duas últimas gerações assim como para as versões Windows, Android, Ipad e Iphone. E tal como na primeira edição do jogo, a primeira coisa que fazemos depois de colocar o jogo na consola é… jogar. Somos apenas nós, a equipa contrária e o campo.

Num ápice, Kevin Durant, a estrela dos Oklahoma City Thunder cede o seu lugar na imagem e ouvimos “Shut Em’ Down” de DJ Caramel Jack. No écran estão agora Dwyane Wade, dos Miami Heat e Tim Duncan, dos San Antonio Spurs a brincar com a bola. Uma espera superior à normal neste menu leva-nos a ouvir “Suck My Kiss” dos Red Hot Chili Peppers. O ambiente sonoro é muito simpático e a responsabilidade da sua escolha foi de Pharrell Williams.

De comando em riste, deixamos a apresentação do jogo envolver-nos mas quando o gongo soa não podemos voltar atrás. Tenta-se ganhar o ressalto, os dribles sucedem-se. Lançamos ao cesto, acertamos, falhamos. O jogo é mesmo isto. Mas, será que estamos a jogar NBA 2K15? Ou será NBA 2K14? As diferenças são poucas e o gameplay é basicamente o mesmo.

À medida que evoluímos no jogo notam-se ligeiras diferenças no interface do utilizador. Uma evolução na mecânica de lançamento que nos ajuda a ser mais certeiros e a movimentação parece mais fluida. Não precisamos recorrer ao tutorial para conseguir jogar, isto claro, para quem está habituado ao mundo NBA 2K.

Ainda assim, as maiores diferenças notam-se em termos gráficos, especialmente nas consolas de última geração, pois na versão Xbox 360 que realizamos este teste as coisas estão bem idênticas à versão 14, o que não é necessariamente negativo pois a dinâmica dos jogadores é muito próxima do real. Menos boa está a questão facial dos jogadores e em alguns casos o resultado é manifestamente constrangedor nomeadamente no que toca à expressão emotiva das estrelas, um problema que vem das edições anteriores. Apesar disso, o suor aparece nos semblantes de forma “natural” e as marcas faciais estão bem trabalhadas e adensam a questão dos pormenores.

Mais visíveis são os ajustes em termos da fórmula do gameplay, principalmente na questão defensiva. Existem mais opções de ressalto e podemos agora recorrer a outras formas de contrariar o lançamento adversário, estas sim, evoluções face à edição de 2014.

Estes pequenos ajustes dão uma visão do que é o jogo na globalidade, isto é, um pouco mais do mesmo, sem grandes atrativos em forma de novidade no que toca à jogabilidade. Tal não quer dizer que não existam pontos favoráveis em NBA 2K15 mas a grande questão que se coloca é se está nova versão é suficientemente pertinente para atrair quem já possui NBA 2K14.

Ainda assim, estamos perante um jogo com uma excelente narrativa e o modo de criação de um jogador continua muito acima da concorrência (se é que ela existe depois da fraca luta que a série Live NBA da EA Sports tem vinda a representar) e nesta edição 2015 está uns furos acima daquilo que se viu no ano passado. Podemos mesmo fazer um scan na nossa cara através do Kinect. O processo é simples e muito interessante, permitindo trabalhar posteriormente a estrutura facial e é divertido dar outra tez à nossa expressão bem como trabalhar o nosso semblante de muitas maneiras. Se alguma vez teve esperança de se tornar numa estrela da NBA, chegou a sua hora.

Também o modo Carreira denota alguns ajustes mas basicamente mantém a sua (boa) estrutura. Assumimos a figura de um jogador livre e o primeiro objetivo é conseguir um contrato de 10 dias. Depois de provarmos o nosso valor, o céu é o limite. O dramatismo da NBA está presente e a glória apenas só pode ser alcançada depois de muito suor e lágrimas.

Uma nota positiva também para o trabalho de vocalização de alguns jogadores no modo Carreira pois se em NBA 2K14 o ambiente é claramente artificial, a nova versão denota maior profissionalismo o que é também uma mais-valia. Algo que já não se pode dizer em relação à estrutura de modo online que provoca uma acentuada dose de frustração principalmente no que toca à falta de estabilidade e sincronia entre os comandos e a ação do próprio jogo cujo delay é extremamente contraproducente.

Em forma de resumo, NBA 2K15 assume um perfil, grosso modo, idêntico às mais recentes edições transatas: boa jogabilidade, excelência do modo Carreira e um confrangedor modo online. A apreciação global é positiva – e mais uma vez podemos contar com 25 equipas da Euroleague Basketball – mas ainda não é desta que a série dá o esperado salto para novos patamares de interesse. Não resta outra coisa senão (des)esperar por esse momento.

Análise efectuada numa X-Box 360



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This