“Timmy Fiasco – sempre a meter água” | Stephan Pastis

“Timmy Fiasco – sempre a meter água” | Stephan Pastis

Um Sherlock Holmes de fralda e uma chupeta em forma de lupa

Porque nem só com “O Diário de um Banana” se desenha a roda alimentar de uma criança pequena, a Booksmile começa, com “Sempre a meter água”, a publicação das aventuras de Timmy Fiasco, o fundador, presidente e administrador da agência de detectives com o seu nome: Fiasco, Lda.

Neste primeiro livro, a personagem criada e desenhada por Stephan Pastis aparece-nos enfiada numa montra, a conduzir ilegalmente um carro, tendo por companhia Total, o urso-polar que, para além de animal de estimação, é também o (único) sócio da sua agência de detectives.

“Sempre a meter água”, que como todos os outros livros a publicar é contado na primeira pessoa em modo de diário, serve de apresentação às muitas personagens que habitam o desordenado mundo de Timmy Fiasco: Crocus, o velho professor – Timmy julga-o com 187 anos -, que cheira mal e «está sempre dobrado sobre si próprio, como se tivesse uma saca de batatas pendurada na cabeça»; Dondi Sweetheart, a simpática cantina do recreio, que vai dando barrinhas de cereais ao urso que espera por Timmy do outro lado da rede; Molly Moskins, uma grandessíssima chata que está sempre a sorrir e cheira a tangerina; Roolo Tookus, um  puto rechonchudo obcecado pela média escolar, e que tem como passatempos estudar, estudar e estudar; Corina Corina, uma miúda rica que tem tudo para fazer frente a Timmy na arte detectivesca: câmaras com tele-objectiva, binóculos potentes e microfones direccionais.

Para alcançar o sucesso, Timmy, que segue uma vida escolar que abana como uma gelatina – até à chegada de um novo professor -, segue vários lemas, sendo o principal este: «a mãe não pode saber de nada». É por isso que, entre outras coisas, usa o seu Segway em segredo, já que este funciona como um escape emocional – Timmy fica consciente do estado emocional da mãe dependendo das voltas que a vê dar à casa enquanto trata das suas investigações. Por falar em casos, os que Timmy tem entre mãos são dignos de um Sherlock Holmes de fralda e uma chupeta em forma de lupa: o desaparecimento dos chocolates de Gunnar e o ataque com papel higiénico à casa dos Websters.

Seguindo as pisadas de “O Diário de um Banana”, Timmy Fiasco tem tudo para se tornar numa companhia habitual dos mais pequenos, que certamente lerão os seus livros depois despacharem, primeiro, os trabalhos de casa.



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