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BUBU + Red Envelope Movement

Ser único é ter a mente livre. Vamos embora distribuir sorrisos vermelhos.

Existe a palavra sociedade, cuja definição no dicionário apresenta como uma possível opção a designação de uma união de pessoas ligadas por ideias ou por algum interesse comum. Contudo, são as pessoas, enquanto seres individuais, que tornam qualquer acto em algo único. Cada um de nós tem uma particularidade que mais nenhuma pessoa no mundo possui. É com base nessa premissa que a linha de t-shirts BUBU se define e defende a sua marca.

Criada em 2010, BUBU surge como modelo de afirmação na linha de t-shirts para ambos os sexos em que a informalidade tem primazia. A pequena empresa convida diversos jovens na área do design, desenho e pintura a juntarem-se a este movimento através da sua liberdade criativa de modo a elaborarem novas imagens para a sua colecção. Todas as t-shirts pertencem a uma edição limitada e têm um design inteiramente exclusivo. Como oferta, na compra de uma t-shirt, tens sempre um pin que também podes adquirir à parte. Portanto, não há desculpas para te tornares um ser ousado e diferente.

“Tudo começou quando fui para comprar roupas novas e comecei a sentir-me totalmente desconfortável quando olhava para a maioria das roupas. Não era um desconforto físico, mas sim mental. Senti-me como se estivesse a ver sempre a mesma coisa” confessou Jorge Fonseca, um dos sócios fundadores da marca. De facto, mais do que uma simples marca de t-shirts, a BUBU promove a peculiaridade de cada um, tentando dessa forma provocar reacções, desencadeando uma mudança nas suas diversas faculdades: ver, pensar, agir e sentir. “Posso afirmar que somos mais do que uma marca. Somos um estilo de vida e essa é verdadeiramente a nossa missão” define Jorge Fonseca.

Para além da colecção de roupa, a BUBU continuou a inovar na sua maneira de chamar a atenção das pessoas para a marca. No entanto, sem recorrer a técnicas de marketing, foi criado um movimento à qual deram o nome de Red Envelope Movement. Mas do que se trata? Para esclarecer alguns aspectos, Jorge Fonseca respondeu a algumas questões.

Como é que tudo isto começou?

Para dizer a verdade não sei exactamente como começou a história dos envelopes. O nosso objectivo com a BUBU sempre foi o de provocar as pessoas de alguma maneira, mas provocá-las positivamente, no sentido de saírem da sua zona de conforto e fazerem algo de diferente, ou de fazê-las pensar.

Mas a partir de que momento é que passam a acção?

Eu e a Carolina (membro da empresa), numa das nossas longas noites de trabalho, pensámos, porque não espalhar mensagens ou missões através da nossa marca? A ideia ficou de molho até que sugeri fazermos pequenos postais que continham missões, colocá-los em simples envelopes vermelhos e depois deixá-los um pouco ao acaso pelos sítios onde passamos, como na mesa de um café, num banco da cidade ou então, se quisermos mesmo ir mais além, interagir e criar uma pequena relação com as pessoas a quem dávamos os envelopes.

O que é que te deu motivação para desenvolveres este movimento?

Sempre adorei arte nas suas várias formas. Tenho um lado criativo bastante forte, mas no entanto, as formas convencionais de expressar esse lado nunca me apelaram. Então virei-me para o que sei fazer melhor, que é interagir com as pessoas. Sinto que desta forma estou a envolver o artista que desenha os postais; o meu lado criativo quando estou a planificar aquela edição; as várias pessoas que vêm comigo oferecer os postais e as pessoas que eventualmente os vão encontrar e fazer com eles o que lhes apetece. Chamamos-lhe um movimento porque queremos fazê-lo em várias cidades do mundo e convidamos as pessoas a deixarem mensagens na sua própria cidade, mensagens positivas claro [risos]. Até é divertido o facto de deixarmos o envelope percorrer o seu caminho. Não sabemos o que irá acontecer com ele após o deixarmos e essa misticidade é fantástica. Cabe a cada leitor definir o destino do envelope.

BUBU

A irreverência está dentro de ti. Cabe a ti inovar, mudar e mostrares ao mundo aquilo que tens para dar. Pode ser através de um simples sorriso ou de um simples olá. Por vezes são essas pequenas atitudes que mudam a vida de alguém. Pode soar a falso ou a romance, mas escrevo isto desta forma porque já vivi esta experiência e segui este Movimento numa das suas acções de rua. Portanto o conselho que eu deixo: não esperes que seja a vida a proporcionar-te o melhor momento da tua vida, mas sê tu a proporcionar todos os bons momentos da tua própria vida.

Fotografia por Henrique Marques Silva



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