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Acne

ACNE é cool.

Estocolmo, a capital da Suécia, afirma-se cada vez mais no mundo da moda. Depois das marcas de jeans Hope, Nudie, Whyred, WESC e Cheap Monday, passando pela gigante H&M, é agora a vez da ACNE – Ambition to Create Novel Expressions, uma família de empresas dedicadas a diversas áreas criativas. Entre elas está a moda, com os jeans ACNE a atraírem gente como Chloe Sevigny, Sofia Coppola e Alexa Chung.

Por detrás do sucesso da nova coqueluche sueca está Jonny Johansson. Este ruivo passou dez dos seus 40 anos a tocar guitarra, a cantar e a ser dispensado das bandas devido à sua  exuberância. Dedicou-se então ao mobiliário e foi responsável por duas marcas, até iniciar a ACNE, que em 1996 era apenas um colectivo de quatro criativos. A inspiração era a Factory, de Andy Warhol. Johansson procurava um conceito como aquele, onde se conseguisse aliar o sucesso comercial à criativade, “ganhar dinheiro e ao mesmo tempo criar coisas bonitas”.

A vontade de Johansson em criar é tanta que até exigiu que tudo nos escritórios da ACNE fosse concebido pela própria marca. Obviamente, tamanha condição chamou a atenção dos média, nomeadamente da conceituada Wallpaper, que lhe dedicou um artigo que muito contribuiu para o reconhecimento internacional da marca. Outra manobra de marketing que se revelou fundamental para a ACNE foi a produção de 100 pares de calças oferecidos aos amigos, familiares e clientes da empresa. No ano seguinte surge a ACNE Jeans. As primeiras calças são hoje objectos de culto.

A família ACNE tem crescido consideravelmente. São 100 empregados, quase todos a trabalhar sob o mesmo tecto, na parte antiga da cidade de Estocolmo. É lá que está também a flagship store, a primeira de dez lojas espalhadas por países como a Austália, França, Alemanha e EUA. Os funcionários dividem-se por sete empresas, cada uma delas tratando uma área específica: publicidade, design e direcção artística, webdesign e animação, moda e denim, produtos para crianças, editorial e cinema. “Nós vemos todos os média como um ponto de partida para espalhar uma ideia”, explica Johansson.

A ACNE não faz publicidade em nenhuma publicação. Em vez disso, criou a sua própria revista, a Acne Paper, editada duas vezes por ano desde 2005. Thomas Persson é o editor da publicação que granjeou um grande culto e que é muitas vezes comparada aos primórdios da Interview, a revista criada por Andy Warhol. A própria Interview vê a ACNE Paper como “a maior força na moda para a proxima geração”.

Depois de vários prémios recebidos pelos originais filmes publicitários – entre eles o Leão de Ouro em Cannes – a ACNE Film produziu a primeira longa metragem. “The Girl”, uma história sobre solidão infantil, estreou em Setembro e recebeu duas menções honrosas no Festival Internacional de Cinema de Berlim.

A ACNE também é conhecida entre os ciclistas mais trendy. Johansson associou-se à marca italiana de bibicletas Bianchi e no início deste ano apresentaram a muito elogiada bicicleta ACNE/Bianchi. “Algum do mais interessante design no âmbito do ciclismo urbano provém, talvez sem surpresa, de fontes não tradicionais”, escrevia a Wallpaper, aquando do lançamento do velocípede.

Desde 2008, a ACNE mantém uma parceria com Albert Elbaz, director criativo da Lanvin. O designer assina uma linha onde se fundem os códigos das duas marcas. “Fiquei muito contente quando comecei a trabalhar com a ACNE. Eles são jovens suecos energéticos e atraentes, e a nossa parceria não pressupõe contratos rigorosos e chatos, mas sim conceber alguma coisa ao mesmo tempo divertida e criativa” (Fashion Week Daily). O discurso é de Alber Elbaz e ilustra na perfeição a filosofia da ACNE – Ambition to Create Novel Expressions.



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