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Ciclo de Mulheres Palhaço no Chapitô

A argentina Romina Mónaco inaugurou o 5º Ciclo de Mulheres Palhaço no Chapitô

Romina Mónaco, vinda da Argentina, arrancou o 5º Ciclo de Mulheres Palhaço no Chapitô. Até domingo (dia 13 de Maio) é possível assistir ao espectáculo “Tan simple como soñarlo despacio” com direcção de Julia Muzio.

No próximo fim-de-semana, de sexta a domingo, é a vez de Deborah Kaufmann de Nova Iorque apresentar o espectáculo “Veni Vidi Vici”, com direcção de Janet Sturm. Para finalizar, vinda do Perú, Florella Kollman irá apresentar “Mi querida Neurosis” com a direcção de Paloma Reyes de Sá.

A actriz argentina Romina está em Portugal e é de aproveitar a sua presença neste país que parece ter falta de motivos para sorrir. Tudo é simples neste espectáculo, desde o cenário aos figurinos, do som à história… só o mundo emocional é que parece cheio e bem composto, e isso basta.

Uma mulher, vestida de vermelho, está numa situação que não lhe é agradável, decide mudar de vida e partir. Aparentemente fica mais feliz, mais alegre… dança, vai à praia, joga à bola com o público, corre, bebe, é tudo maravilhoso até… encontrar obstáculos…

É a simplicidade da história que a torna tão universal e o público identifica-se com a personagem. Quem nunca sonhou acordado que atire a primeira pedra! Claro que não fica por aqui o bom do espectáculo. A lata de tinta que aparentemente já tinha feito o seu trabalho no cenário acaba por ser animada e por ganhar vida. Num simples plástico acabamos por descobrir uma cabeça, um corpo humano, conseguimos imaginar um plástico a ter emoções… No que aparentemente parecia já estar tudo visto do cenário, afinal não está…

Não há só um trabalho de clown mas também um pouco de marionetas e de manipulação de objectos, muito simples mas de uma energia e capacidade espectacular.

Todo o clown tem medo, todo chora, todo ri, todo sofre, todo é parvo, todo se faz de parvo, todo o clown sente verdadeiramente e é por isso que o clown é lindo, porque vive o momento e joga com o presente.

Este ciclo de teatro é especial por ser de mulheres, por ser de mulheres estrangeiras e por ser de clown; são três fins-de-semana seguidos com espectáculos que não se podem perder com facilidade.

PROGRAMAÇÃO

Romina Mónaco
Buenos Aires, Argentina
“Tan simple como soñarlo despacio”
Direcção: Julia Muzio
Duração: aprox. 45 minutos
11 a 13 de Maio, 22h

Deborah Kaufmann
Nova Iorque, América do Norte
“Veni Vidi Vici”
Direcção: Janet Sturm e Wellington Nogueira
18 a 20 de Maio, 22h

A busca pelo lugar ideal para fazer um piquenique transforma-se numa caricatural investigação em que a ganância toma conta da acção. Misturando o clown e a dança, e inspirando-se em “Harold and the purple crayon”, a artista transporta o espectador para o seu fantástico e delirante mundo.”Esta performance reluz da forma mais brilhante, os seus artifícios de logro e uma vontade de ferro operam na sua força máxima.” Nytheatre.com

Fiorella Kollman
Perú
“Mi querida Neurosis”
De Fiorella Kollman com direcção de Paloma Reyes de Sá
25 a 27 de Maio, 22h

Fiorella apresenta-nos uma clown que, apesar de acostumada a dormir todo o dia, um dia, decide acordar para viver todas as suas neuroses de uma vez: higiene, sexo, comida, amor, dinheiro, afectos e solidão. E esta personagem vive uma realidade singular: recicla todas as coisas que os outros desperdiçaram. Escrito pela própria Kollman, o público experimentará um sentido de libertação em relação às suas próprias “queridas neuroses”.



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